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A confiança, a liberdade, e a discórdia. March 1, 2010

Posted by paulolanzeloti in 1.
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Hoje em dia, sinceramente não sei quem é por mim e quem é contra mim. Não sei quem são meus amigos e quem são meus inimigos.

Pela seguinte razão, eu sou uma pessoa que dou chance para a pessoa se mostrar quem é, e muita gente acaba se mostrando bonzinho. Até ai tudo bem, mas eu também não sou nenhum tolo. Pequenas ações e atitudes demonstram a intenção da pessoa e o jeito que a pessoa realmente é. Porque será que em privado a pessoa conversa com você normal, te demonstra confiança, mostra que é uma pessoa diferente, mas na frente de outros amigos, tem medo de se mostrar, acaba mostrando outro lado dela?

Acontece isso muito comigo, talvez nem é por maldade. Talvez seja porque a pessoa confia em mim e precisa de alguém para conversar. Mas acho muita falta de consideração quando a pessoa, assim que está em grupo, começa a me tratar como um qualquer, rindo de mim só para agradar os outros, querendo tirar uma comigo. Eu olho para ela e apenas dou uma risada de decepção e penso comigo, “vai confiar né.”

Acho que dou muita confiança para muita gente. Eu só gosto de pensar que cada um tem um bom dentro de si e que merece pelo menos um pouco de confiança. Eu sempre olho para o bom lado das coisas, e defendo quem acho que precisa ser defendido. Mas não deixo de olhar para os podres também não. Só porque sou bonzinho, não quer dizer que sou cego. Eu tento ajudar, mas se a pessoa não merece ajuda, vou me afastar dela. Eu brinco com as pessoas sim, eu faço graça, mas isso não quer dizer que não sou uma pessoa séria.

Pelo contrario, para quem não me conhece, eu sou mais sério do que zueira. Eu sempre foquei em algo que me faça crescer. Eu sempre tive consciência e olhei para meu alvo. Mas quando eu vou brincar, todo mundo perde o respeito. Então eu vou parar de brincar com as pessoas, vou parar de sorrir. Porque se sorrir da liberdade a pessoa, se sorrir abre portas para intimidade, não vou mais sorrir com ela.

Liberdade:

Tem gente que pensa que pode me tratar do jeito que quer, só pelo fato de eu dar atenção a elas. Meu caro, eu dou atenção a todo mundo, não é porque estou sorrindo com você, te ajudando, que eu estou te dando liberdade. Se eu dou risada com você, dê risada comigo, não sai ai tirando sarro da minha cara, fazendo brincadeiras sem graça e pensando que pode falar comigo do jeito que quer.

Esse post não vai para todos não, quem me conhece sabe. Quem pensa que me conhece, e está em dúvida, me pergunte, e quem sabe que estou falando de vocês mesmo, mude. Prefiro perder uma amizade do que me frustrar cada vez. Se eu pudesse eu ajudaria todo mundo, mas não tenho essa condição ainda. Mas entenda, ajudar não quer dizer fazer amizade.

É muito chato eu ter que falar isso, mas eu acho que é necessário para algumas pessoas se colocarem nos lugar deles. E para quem me acha metido, por favor, abre sua mente. Não estou desprezado ninguém, apenas dizendo, analise antes de conversar com alguém, não seja inconveniente. Eu penso dessa forma, não estou falando só de mim, estou falando em geral. Eu não chegaria para alguém que acabei de conhecer e ficar rindo alto com ela, eu não conheço a pessoa, vou saber se ela é assim? Muito menos vou ficar de brincadeira com ela, sendo que ela em momento algum me deu liberdade para isso.

Pode ser a pessoa mais simpática desse mundo, eu vou tratar com o mesmo respeito que EU gostaria de ser tratado. Eu tinha uma colega, que em momento algum eu dei liberdade, mas ela insistia em ficar fazendo perguntas pessoais. E dizia que amigos conversam, agora me diz, em qual ponto nos tornamos amigos? Não lembro dessa transição. E você pode perguntar “o que te faz tão importante?” Eu respondo “não é questão de ser importante, é questão de ter direito de expressão. É questão de ter livre arbítrio. Você nunca deve respeitar alguém por ela ser importante ou não, o respeito é igual para todos.”

Eu realmente não vejo o porquê eu devo tratar alguém com tanto respeito se essa pessoa toma liberdades. Eu penso dessa forma.

A discórdia:

Tem gente que não se enxerga, sinceramente, pode não significar nada aqui no Brasil, mas de onde estou vindo, se alguém chegar te tocando, te pegando, isso é motivo de briga. Eu não sou assim, mas eu penso de certa forma igual. Eu não vou brigar com a pessoa por ter me tocado, mas não vou deixar de me sentir inconfortavel. Pra quê que essa pessoa, que nunca vi na vida, vem colocar suas mãos em meu ombro, se aproximar de mim e falar o que bem quiser. Qual direito essa pessoa tem para fazer isso? Direito pode até ter, cada um faz o que quer, mas também tenho direito de não gostar e não querer.

Entendo que o Brasil é diferente, só para cumprimentar já da dois beijinhos. Mas me diz, se a pessoa tem outro pensamento, você vai dizer o que? Vai ser ignorante e falar “aqui é Brasil, não gostou, vai embora..?” aposto que a maioria sim. Quero só ver, se caso um dia você tiver que ir para fora do Brasil, e alguém te discriminar por ter outra cultura, como você vai se sentir.

Repito, não estou falando de mim, estou falando em geral. Se eu não te conheço, e te dou um apelido. Você vai gostar? Vejo que você é baixinha e eu te chamo de “pequena”, mesmo que para mim, é um gesto de carinho, eu te pedi em algum momento permissão? Eu não sei se você vai gostar. Eu não tenho nada que ficar te chamando disso. E tem gente que vê que chateia, mas continua. Por isso eu sempre faço o seguinte, pergunto antes. “posso te chamar disso?” Se a pessoa falar que sim, já muda a história.

O perigo é que as pessoas não prestem atenção antes. Talvez você se considera amigo de alguém, mas aquela pessoa não te considera assim, ainda. Lamento, é a verdade. 

Deixe seu comentário sobre o vídeo abaixo. Quem tem a razão?

Comments»

1. Taís - March 1, 2010

Parece que ela faz com os outros exatamente o que sofreu no trabalho. Já ouvi falar da “teoria do grito”. O patrão do seu patrão grita com o seu patrão, seu patrão grita com você, você grita com seu subalterno, seu subalterno grita com a mulher dele, a mulher dele grita com seu filho, etc etc… Ninguém gosta, mas fazem igual com os “mais fracos”. É sempre bom verificar o que está fazendo ao invés de sempre criticar só os outros, né?

2. Carol - March 1, 2010

o pior cego é aquele que não quer ver…é fácil achar que vc está certo e os outros estão errados. qdo vc faz, tá certo. qdo o outro faz e te atinge , tá errado. 2 pesos e 2 medidas. aí ñ dá. precisa ver o q o ela fez pro chefe ter gritado com ela, é difícil tomar partido qdo se tem apenas um lado da história, mas provavelmente o chefe fez isso pq achou q ela estava errada, e ela gritou com a empregada pq achou q esta estava errada…pontos de vista diferentes.complicado…


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